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O evento reverencia o nascimento do Vice-Almirante Ary Parreiras, em 17 de outubro de 1890, que se tornou Patrono dos Maquinistas em virtude de sua notável carreira naval, na qual despontam diversas realizações que o consagraram como exemplo na formação marinheira, na competência profissional e na constante busca pelo aprimoramento técnico dos militares da Marinha.

 

Paulatinamente, a propulsão a vapor, que foi dominante na Marinha do Brasil até a década de 1970, passou a conviver com outros sistemas de propulsão, baseados em motores. Nessa busca diuturna pelo aprimoramento da máquina alternativa até as turbinas a gás, os motores diesel, os hélices de passo controlado e os sistemas eletrônicos e informatizados de automação e controle, as inovações têm se sucedido num ritmo vertiginoso, através de um processo dinâmico, onde são cada vez mais amplos os campos do conhecimento técnico necessário à condução e manutenção das instalações de máquinas.

Um aspecto comum nesse processo de evolução tecnológica, é a presença indispensável de marinheiros, oficiais e praças, operando e mantendo os sistemas de máquinas. "Foguistas no início", "graxeiros" desde sempre, lendários "bodes pretos", cabe aos valorosos maquinistas da Marinha a nobre missão de prontificar as máquinas e fazer o navio navegar e combater. Pois, indiscutível e efetivamente, toda operação começa com a ordem de "máquinas adiante", terminando ao soar do apito no encapelar da primeira espia no porto sede, à ordem de "parar máquinas".

 

E todos sabem que é condição vital ao pleno êxito no cumprimento da missão nos combates do mar, a disponibilidade, o bom funcionamento e a rápida recuperação [em caso de avaria] dos sistemas de máquinas, sejam eles afetos à propulsão, à geração de energia elétrica, à navegação, à estabilização da plataforma e aos sistemas de controle de avarias.

 

Tanto na Marinha Mercante, quanto na Marinha de Guerra, os maquinistas atuam de maneira dedicada, silente, discreta e com extremado amor nas praças de máquinas, em cobertas abaixo, buscando dar ao seu Comandante a flexibilidade e a segurança operacional necessária, tirando de lá, com o sacrifício que for necessário, o milagroso "vento de porão".

 

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