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Contexto da época

 

A era final da monarquia, em meados de 1880, foi uma época de crise para o governo Imperial. A situação do país havia mudado, e um Imperador, que detinha muitos poderes, não estava mais sendo a forma mais adequada de governo para o Brasil. O país precisava de um governo que acompanhasse suas mudanças econômicas, políticas e sociais.

 

Causas da crise monárquica no Brasil

 

A classe de profissionais liberais, estudantes, artistas e jornalistas (a classe média) da época cultivava ideias liberais e estava descontente com o governo em sua forma. Ela crescia cada vez mais nos centros urbanos e almejava maior participação nas decisões políticas do país. Militares insatisfeitos com a monarquia corrupta e com necessidade de uma autorização do Ministro da Guerra para manifestarem-se na imprensa e fazendeiros descontentes com o pouco poder político que possuíam que julgavam ser desproporcional ao seu poder econômico, foram alguns aspectos que provocaram a crise monárquica naquela época.

 

O movimento republicano no Brasil ganhava força, à medida que o Imperador e seu governo enfraqueciam diante das constantes críticas e agressões de inúmeros setores sociais. E com a abolição da escravatura pela princesa Isabel no ano de 1888, a existência de uma monarquia não se via mais necessária, tendo em vista que os fatores que a mantinham de pé até então não mais existiam, e o país precisava de um governo que acompanhasse e regesse sua nova fase no século XIX.

 

A proclamação da República

 

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca reuniu as tropas do Rio de Janeiro num golpe militar e invadiu o Ministério da Guerra. Sua motivação foram os boatos de que Dom Pedro II tinha intenções de reconfigurar a Guarda Nacional. E a despeito das movimentações populares que vinham ocorrendo a favor de um governo republicano, a proclamação da república deu-se por uma monarquia que não mais se sustentava.

A família real seguiu rumo à Europa no dia 18 de novembro. Neste momento após 67 anos regido por um Imperador autoritário e cheio de poderes, o Brasil respirava novos ares como uma nova República, tendo Marechal Deodoro da Fonseca como presidente provisório, que seria supostamente substituído por presidentes eleitos pelo voto direto popular. E assim pode-se dizer que a República foi um consolidador da democracia Brasileira, que segue até os dias de hoje.

 

Tiradentes: um precursor da proclamação da República

 

Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi escolhido o primeiro e principal mártir da causa republicana, sendo elevado a herói nacional. das poucas exceções é a pintura de José Wasth Rodrigues, que o representa como Alferes, patente militar então ocupada pelo inconfidente.

 

Hino à Proclamação da República do Brasil

 

Letra Medeiros e Albuquerque, 1890 Composição Leopoldo Miguez, 1890 Adotado em 1890 (publicado no Diário Oficial de 21 de janeiro de 1890)

O Hino à Proclamação da República do Brasil tem letra de Medeiros e Albuquerque (1867-1934) e música de Leopoldo Miguez (1850-1902). Publicada no Diário Oficial de 21 de janeiro de 1890 Seja um pálio de luz desdobrado. Sob a larga amplidão destes céus Este canto rebel que o passado Vem remir dos mais torpes labéus! Seja um hino de glória que fale De esperança, de um novo porvir! Com visões de triunfos embale Quem por ele lutando surgir! Refrão: Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós! Das lutas na tempestade Dá que ouçamos tua voz! Nós nem cremos que escravos outrora Tenha havido em tão nobre País... Hoje o rubro lampejo da aurora Acha irmãos, não tiranos hostis. Somos todos iguais! Ao futuro Saberemos, unidos, levar Nosso augusto estandarte que, puro, Brilha, ovante, da Pátria no altar! [refrão] Se é mister que de peitos valentes Haja sangue em nosso pendão, Sangue vivo do herói Tiradentes Batizou este audaz pavilhão! Mensageiros de paz, paz queremos, É de amor nossa força e poder Mas da guerra nos transes supremos Heis de ver-nos lutar e vencer! Do Ipiranga é preciso que o brado Seja um grito soberbo de fé! O Brasil já surgiu libertado, Sobre as púrpuras régias de pé. Eia, pois, brasileiros avante! Verdes louros colhamos louçãos! Seja o nosso País triunfante, Livre terra de livres irmãos!

 

feriado proclamação da república 2014 2

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